Ricard pertencia à elite intelectual francesa, com doutorado em genética molecular do Instituto Pasteur, quando viajou à Índia em 1972, onde conheceu o mestre Dilgo Khyentse Rinpoche, considerado o maior mestre budista do século 20. Abandonou sua vida e carreira em Paris para ir viver na Índia e descobrir os segredos do budismo. Hoje é um dos monges mais célebres do Himalaia e um conselheiro de confiança do Dalai Lama.
Tudo isto possibilitou a Matthieu Ricard o título não-oficial de homem mais feliz do mundo. E ainda que talvez outros homens, com outros aparelhos de medição poderiam produzir ondas cerebrais similares, a significância do caso é observar e entender os efeitos da meditação e do trabalho da compaixão no cérebro humano. Recordar este caso, de felicidade através da clareza de uma intenção de paz mental, sempre é útil.
Ricard começou a se envolver com a pesquisa e a meditação, colocando-se na vanguarda da de inovadores experimentos deste novo fenômeno que veio a ser conhecido como neuroplasticidade. Ele quer mostrar como a meditação pode alterar o cérebro humano e melhorar a felicidade das pessoas da mesma forma que o levantamento de peso afeta músculos. E ele é a melhor prova disso. Será mesmo que a meditação é a arma mais poderosa para atingir a felicidade?
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